Sedimentologia – Introdução

 

Sedimentologia é o ramo da Geologia que estuda as características físicas e químicas dos sedimentos originados pela erosão de rochas ou materiais biológicos, dos processos sedimentares e das rochas resultantes destes processos, chamadas de rochas sedimentares. A sedimentologia abrange tanto o estudo de sedimentos modernos como os preservados nas referidas rochas.

Os sedimentos acumulam-se em ambientes marinhos e continentais, soterrando eventuais organismos, que posteriormente transformar-se-ão em fósseis. A Estratigrafia estuda as rochas para determinar a ordem e tempo de eventos geológicos terrestres. Em suma, a Sedimentologia está diretamente relacionada à Paleontologia e à Estratigrafia.

Os estudos sedimentológicos se constituem em base importante para muitas disciplinas: Oceanografia, Geomorfologia, Estratigrafia, Paleontologia, Arqueologia, Engenharia do Petróleo, entre outras.

Um dos principais motivos de sua importância é devido ao fato dos sedimentos serem prejudiciais a projetos e operações de obras hidráulicas, bem como conservação das terras e recursos hídricos. No Brasil o seu estudo tem grande importância por causa de interferências antrópicas, como por exemplo, mau uso do solo, causando diversos problemas pela erosão, transporte de sedimentos nos rios, depósitos em locais indesejáveis e assoreamento.

A deposição de sedimentos em reservatórios é um grande problema no país, pois a maioria da energia consumida vem de usinas hidroelétricas. No caso da Usina hidrelétrica de Tucuruí, por exemplo, foi calculado em 400 anos o tempo necessário para o assoreamento total do reservatório da barragem.

Além das interferências antrópicas, há a questão biológica. Os fundos dos oceanos e lagos são geralmente cobertos por sedimentos, que formam um substrato que pode suportar ecossistemas complexos. Na zona eufótica, os sedimentos podem ancorar plantas que servem de alimento e refúgio a animais; nas zonas mais profundas, são as bactérias que formam a base da cadeia alimentar destes ecossistemas bênticos.

Através de estudos o Geólogo busca descobrir e entender o ambiente que levou à formação de uma rocha sedimentar, criando uma base importante para estudos de antigos ambientes de sedimentação e de paleoclimas.

 

 

Mas o que vem a ver um sedimento?

Sedimento é toda substância, inorgânica ou orgânica, que possa se acumular na superfície da Terra, dando origem a depósitos sedimentares inconsolidados, os quais por diagênese darão origem aos corpos rochosos conhecidos como rochas sedimentares. O sedimento pode ser um detrito rochoso resultante da erosão, que é depositado quando a energia do fluido que o transporta diminui.

 

Os sedimentos podem ser classificados segundo a origem e o transporte. As características dos sedimentos dependem da composição da rocha erodida, do agente de transporte, da duração do transporte e das condições físicas da bacia de sedimentação.

 

No caso da classificação pela origem, temos:

- Mecânicos ou clásticos: são os materiais transportados como partículas (clastos). Originam-se pela ação do intemperismo químico e físico sobre rochas pré-existentes, sendo transportados por rios, geleiras ou ventos até o local onde são depositados.

- Químicos: São transportados como soluções iônicas e são precipitados como cristalitos devido a mudanças das condições físico-química do meio onde se encontram. Ex: precipitações salinas (evaporitos) encontradas em mares e lagos onde a concentração salina ultrapassou a ponto de saturação do sal que está sendo precipitado e os precipitados metálicos provenientes das emanações hidrotermais existentes nas dorsais oceânicas.

- Orgânicos: São formados pela ação de algum ser vivo animal ou vegetal. Ex: depósitos de carapaças calcários e silicosas e os depósitos de matéria vegetal existentes nas turfeiras e camadas de carvão fóssil.

No caso do transporte, temos:

-Alóctone: Do grego allos = diferente, outro. O sedimento é individualizado como uma partícula ou fragmento, que foi gerado em um lugar e através do transporte foi depositado em outro. Ex: areias e argilas que se acumulam em várzeas, praias, lagos, lagoas e fundos de mares.

O que caracteriza um sedimento como alóctone é o fato de ele ser um sólido e de ter sofrido algum tipo de transporte mecânico. Mesmo um fragmento de concha encontrado em uma praia deve ser considerado como alóctone, pois apesar de não ter a mesma origem dos grãos minerais ali encontrados, com todo certeza foi transportado pelas ondas e/ou correntes litorâneas.

- Autóctone: Do grego authos= igual, o mesmo. É o sedimento que se originou no próprio local, não tendo sofrido transporte. Ex: precipitações de sais e os recifes coralinos.

 

 

Bibliografia:

http://www.dicionario.pro.br/dicionario/index.php/Sedimentologia

http://www.estratigrafiaquimica.com.br/sedimento.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Sedimentologia

http://www.dicionario.pro.br/dicionario/index.php/Sedimento

http://pt.wikipedia.org/wiki/Sedimento

Livro: Nichols, Gary; Sedimentology and Stratigrapy; 2ª edição

 

 

 

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