Paleontologia – Introdução

 

A vida na Terra surgiu há aproximadamente 3,8 bilhões de anos e, desde então, restos de animais e vegetais ou evidências de suas atividades ficaram preservados nas rochas. Estes restos e evidências petrificados são os fósseis e constituem o objeto de estudo da Paleontologia. Então se pode dizer que Paleontologia é a ciência que estuda as formas de vida que viveram na Terra e o seu desenvolvimento ao longo do tempo geológico, bem como os processos de integração da informação biológica no registro geológico, isto é, a formação dos fósseis. Uma vez que os fósseis são objetos geológicos com origem em organismos do passado, a Paleontologia é a disciplina científica que estabelece a ligação entre as ciências geológicas e as ciências biológicas.

 

A informação sobre a vida do passado geológico (como eram os organismos do passado, como viviam, como interagiam com o meio, como evoluíram ao longo do tempo) está contida nos fósseis e na sua relação com as rochas e os contextos geológicos em que ocorrem. As formas de vida conhecidas atualmente são resultado de bilhões de anos de evolução. Então, só estudando o registro fóssil é possível entender e explicar a diversidade, a afinidade e a distribuição geográfica dos grupos biológicos atuais. Esse tipo de estudo tornou-se possível através dos trabalhos de Georges Cuvier, que mediante à aplicação de suas leis da Anatomia Comparada, comprovou o fenômeno da extinção e da sucessão biótica. Ao possibilitar as reconstruções paleontológicas de seres que apresentavam seu registro fóssil fragmentado, Georges Cuvier abriu caminho para posteriores elaborações de seqüências evolutivas, que deram suporte às teorias sobre a evolução biológica.

Com base no princípio de que “o presente é a chave do passado”, enunciado por Charles Lyell, partindo do conhecimento dos seres vivos atuais, é possível se descobrir muito sobre os organismos do passado, como o modo de vida, modo de locomoção e de reprodução, etc.

A partir dos fósseis, uma vez que eles são vestígios de organismos de grupos biológicos do passado que surgiram e se extinguiram em épocas definidas da história da Terra, pode fazer-se a datação relativa das rochas em que ocorrem e estabelecer correlações entre rochas de locais distantes que por acaso apresentem o mesmo conteúdo fossilífero. O estudo dos fósseis e a sua utilização como indicadores de idade das rochas são imprescindíveis, por exemplo, para a prospecção e exploração de recursos geológicos tão importantes como o carvão e o petróleo.

 

O termo Paleontologia foi formado a partir das palavras gregas: palaios = antigo, ontos = ser, logos = estudo. Já a palavra fóssil originou-se do termo latino fossilis = extraído da terra.

Nas últimas décadas, a Paleontologia tem passado por uma verdadeira revolução científica, devido, em parte, à grande popularidade de filmes e documentários sobre os mais intrigantes dos seres pré-históricos, os dinossauros, extintos a milhões de anos atrás, mas também em função de novas maneiras de se investigar os fósseis no campo e de estudar o passado da vida em laboratório.

 

 

Paleontologia x Arqueologia:

Muitos confundem a paleontologia, uma ciência natural, e a arqueologia, uma ciência humana. Os arqueólogos diferenciam-se dos paleontólogos porque não trabalham com restos de seres vivos. Um arqueólogo estuda as culturas e os modos de vida humana do passado a partir da análise de vestígios materiais. Um paleontólogo, entre outras coisas, é um biólogo ou geólogo, e estuda restos ou vestígios de diversas formas de vida (animal, vegetal, etc.) através da análise do que restou delas e da sua atividade biológica: pisadas, coprólitos, bioturbações, ossos, etc.

A paleontologia estuda todos os organismos que viveram na Terra, incluindo a evolução primata-homem, mas não o ser humano como o conhecemos hoje. De uma maneira muito simplificada, um paleontólogo estuda os restos ou vestígios de seres vivos desde o início da vida na Terra até há cerca de 10000 anos, incluindo os restos de hominídeos.

 

 

Fundamentos e Ramos da Paleontologia:

A Paleontologia fundamenta-se em duas ciências: a Biologia e a Geologia. Por serem restos de organismos vivos, o paleontólogo usa fundamentos da Biologia; é fornecido aos biólogos a dimensão temporal do estabelecimento dos ecossistemas atuais e complementos às teorias evolutivas. Já na Geologia são utilizados os fósseis como ferramentas para datação e ordenação das seqüências sedimentares, interpretando os ambientes antigos de sedimentação e a identificação das mudanças ocorridas na superfície da Terra através do tempo geológico.

 

 

Há muitos ramos na Paleontologia,entre eles:

 

- Paleobotânica: fósseis de plantas em geral.

- Paleontologia de Vertebrados: fósseis de vertebrados em geral.

- Paleontologia de Invertebrados: Estudo de invertebrados fossilizados (moluscos, braquiópodes, equinóides, etc). Engloba a Micropaleontologia e Paleoicnologia.

- Micropaleontologia: Estudo de microorganismos fossilizados. A grande quantidade de microfósseis, abundantes em quase todas as idades, desde o Pré-Cambriano aos tempos atuais, a ampla distribuição geográfica e batimétrica e a ótima preservação, permitem que numa pequena amostra de sedimento, encontremos informações suficientes para as mais minuciosas análises e precisas interpretações.

- Paleoicnologia: Estudo dos vestígios fossilizados da atividade orgânica (como ninhos, coprólitos, pistas, pegadas, perfurações, escavações e marcas de repouso).

- Paleoecologia: estudo das relações dos organismos entre si e destes com o meio. Usando componentes da fauna e flora e vários parâmetros, dados como profundidade, salinidade, produção orgânica, nível de oxigenação do meio e as condições climáticas da época tentam ser inferidos.

- Tafonomia: Esse ramo nasceu da necessidade do paleontólogo em entender como os organismos e seus restos chegaram à rocha e quais foram os fatores e processos que atuaram na formação das concentrações fossilíferas. Para isso, estudam-se os processos sedimentológicos, responsáveis pela origem dessas concentrações; camadas-guias e tafofácies podem ser determinadas pela Tafonomia, além do estabelecimento de seqüências estratigráficas. Esse ramo é importante também para a identificação de eventos sedimentares e causa da morte dos organismos que foram fossilizados, permitindo reconstruções paleoecológicas acuradas e auxiliando na determinação do padrão de comportamento social em paleocomunidades.

- Sistemática: classificação e agrupamento dos organismos, com base na análise comparativa de suas características e nas relações entre eles.

- Paleoetologia: Um dos ramos do estudo do comportamento animal, que visa inferir aspectos paleocomportamentais.

 
Fontes:

- http://www.webartigos.com/articles/9201/1/PALEONTOLOGIA-DEFINICAO-FUNDAMENTACAO-E-OBJETIVOS/pagina1.html#ixzz1Jc26aZ2X

- http://webpages.fc.ul.pt/~cmsilva/Paleotemas/Paleontologia/Paleonto.htm

- http://pt.wikipedia.org/wiki/Paleontologia

- http://www.adrianarossi.com/micropaleontologia.php

- http://www.adrianarossi.com/icnologia.php

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